sábado, 23 de novembro de 2019

Um dia a (não) recordar

23 de novembro 
  Há 1 ano que apanhei o autocarro na bela cidade de Aveiro e efetuei a mais longa e dolorosa viagem da minha vida. 350km, 3 paracetamol e 2 Brufen depois cheguei finalmente a Évora. Apesar da minha enorme vontade de regressar à minha casinha, fui meio inconsciente para as urgências do hospital. Desde então que tenho estado dependente de hospitais, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, familiares, amigos e... caixas e caixas de medicamentos. 
  Hoje olho para trás e identifico pessoas, momentos e experiências, que não só me fizeram “crescer para os lados”, como também crescer como pessoa. Apesar desta doença ser horrível, inexplicável e medonha, também nos faz abrir os olhos, testar os nossos limites físicos e psicológicos e realizar que “Mente sã, corpo (eventualmente) são!”. 
  Tudo isto não passa duma gigante pedra no meu caminho, que com paciência, esforço e dedicação se supera com toda a certeza! 



Cumps O_Açordas!

2 comentários:

  1. Querido Duarte,
    Este dia ficará na tua memória como um dia mau mas também ficará como o dia em que te superaste a todos os níveis e percebeste que vamos buscar forças onde não imaginamos.
    Foste, és e serás sempre um exemplo de força e determinação. E sim, a luta mais dificil é na nossa cabeça e o optimismo é o primeiro passo para a esperança e vitória. E tu, conseguiste. E vou ter-te sempre como um exemplo. Um grande beijinho e continuação de rápida recuperação . Ass Francisca Cabedo

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