domingo, 26 de abril de 2020

Mudasti...


Em tempos de distanciamento social e isolamento as pessoas, que outrora viviam em sociedade, mudam. Já dizia o nosso amigo Camões: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, (…) Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.”. Com toda a sua sabedoria e experiência acumulada através de vivências por todo o lado, este profeta, farol dos portugueses em tempos de tempestade vem-nos acalmar e explicar que nem todo o mal, nem todo o bem duram para sempre (“Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades.”). Isto tudo, mais tarde ou mais cedo, irá passar e a Humanidade voltará a uma eventual normalidade, seja lá o que isso for…
                Cada um tem a sua própria definição de “normal”, o que é irónico, o que define standart e “igual para todos” é algo extremamente subjetivo. O que é “normal” para uns pode ser bárbaro, ridículo, inconsciente, um indeterminável conjunto de adjetivos para outros. O que é certo é o facto de todos termos sofrido essa mudança, a mudança da nossa normalidade. Em tempos de emergência devemo-nos adaptar para não “ficar para trás”, é quando nos encontramos entre a arma e a parede que temos a necessidade de agir da melhor forma possível. “Life is like riding a bicycle. To keep your balance, you must keep moving”, elucida-nos Einstein com um exemplo muito prático.
                Quanto à origem desta pandemia não sei, nem tenciono divagar, no entanto, encaro como um ultimato da Natureza ao Homem, um esclarecimento para confirmar se merecemos uma 2ª hipótese… agora cada um reage e responde, mostrando o seu valor, como bem entender. Basta cumprir a responsabilidade cívica de não sair de casa e não complicar a vida aos profissionais de saúde e autoridades, que já está a ajudar!
Vamos todos superar isto, em conjunto… mas lá longe!


Cumps O_Açordas!

sexta-feira, 13 de março de 2020

O novo "Bicho Papão"

Desde finais de 2019 que se ouve e lê sobre um novo vírus que partilha, curiosamente, o nome com uma das maiores empresas de cerveja do mundo: Corona. Esta associação, a roçar a comédia entre um vírus mortal e uma bebida famosa pode ter permitido que a falta de bom senso humano e a estupidez da população provocasse e agravasse uma pandemia mundial. 
Encontramo-nos em meados do mês de março, quatro meses após descoberta deste mal, que ao que tudo indica se iniciou devido às experiências gastronómicas radicais do povo asiático. 
Apesar dos meus devaneios gustativos e ambições por experiências culinárias alimentadas e puxadas ao limite pelos “aminimigos” corticoides, eu iria sempre pensar muito bem antes de consumir qualquer sopa de morcego ou outro tipo de alimento/refeição em que o ingrediente principal ainda se mexe... 
Nas últimas semanas, dias, horas não se fala noutra coisa! É a loucura total! Pessoas (supostamente) civilizadas com um pingo de consciência não agem como tem feito ultimamente! 
Vivemos em sociedade, por isso não se armem em gulipões e só porque podem e têm medo que esgote num futuro próximo NÃO comprem e esvaziem a prateleira inteira do supermercado ou da farmácia do que quer que seja! Há pessoas e grupos de risco que necessitam particularmente de artigos, que para os mais comuns dos mortais serve só para possível negócio ou piada de mau gosto, em estados de crise e emergência. A rutura de stock a nível mundial de máscaras descartáveis foi obra prima do histerismo desmedido das massas populacionais que nem as sabem utilizar convenientemente, deixando pessoas cujo sistema imunitário está realmente muito debilitado e em risco sem qualquer medida preventiva.  
Deixem-se de loucuras! Acabem com a parvoíce dos cumprimentos com beijinhos e contacto físico, que tão estupidamente enraizado está na cultura portuguesa. Evitem estar junto de multidões e pessoas que não sabem se são portadoras de qualquer tipo de “bichinho”. Resguardem-se em casa o mais que possam! 
Estar isolado, apavorado com o risco acrescido de mais um problema grave de saúde é algo que me tem realmente preocupado muito. Tenho noção que do que depender de mim, em termos de higiene, desinfeções e cuidados estou bastante protegido com a formatação que recebi durante e após todo o meu processo pela UTM (Unidade de Transplante de Medula). Mas enquanto não estiver na minha querida casa, longe de tudo e todos, barricado do mundo exterior e todos os seus riscos não consigo parar o meu constante receio de infeção/contágio/complicação acrescida que possa surgir de qualquer lado possível e imaginário.  
Tenho plena confiança nos profissionais de saúde a quem estou entregue diariamente no IPO, mas ninguém me garante que algum enfermeiro, auxiliar, doutor ou funcionário seja ou não uma porta de entrada para um dos maiores locais de risco do país! Doença oncológica já não é algo fácil... com agora risco acrescido dum vírus com nome de cerveja! Porra, acabem lá com isto! 





Cumps O_Açordas! 

Mudasti...

Em tempos de distanciamento social e isolamento as pessoas, que outrora viviam em sociedade, mudam. Já dizia o nosso amigo Camões: “Mudam-...