23 de novembro
Há 1 ano que apanhei o autocarro na bela cidade de Aveiro e efetuei a mais longa e dolorosa viagem da minha vida. 350km, 3 paracetamol e 2 Brufen depois cheguei finalmente a Évora. Apesar da minha enorme vontade de regressar à minha casinha, fui meio inconsciente para as urgências do hospital. Desde então que tenho estado dependente de hospitais, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, familiares, amigos e... caixas e caixas de medicamentos.
Hoje olho para trás e identifico pessoas, momentos e experiências, que não só me fizeram “crescer para os lados”, como também crescer como pessoa. Apesar desta doença ser horrível, inexplicável e medonha, também nos faz abrir os olhos, testar os nossos limites físicos e psicológicos e realizar que “Mente sã, corpo (eventualmente) são!”.
