Em tempos de
distanciamento social e isolamento as pessoas, que outrora viviam em sociedade,
mudam. Já dizia o nosso amigo Camões: “Mudam-se os tempos, mudam-se as
vontades, (…) Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas
qualidades.”. Com toda a sua sabedoria e experiência acumulada através de
vivências por todo o lado, este profeta, farol dos portugueses em tempos de
tempestade vem-nos acalmar e explicar que nem todo o mal, nem todo o bem duram
para sempre (“Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as
saudades.”). Isto tudo, mais tarde ou mais cedo, irá passar e a Humanidade
voltará a uma eventual normalidade, seja lá o que isso for…
Cada
um tem a sua própria definição de “normal”, o que é irónico, o que define standart
e “igual para todos” é algo extremamente subjetivo. O que é “normal” para
uns pode ser bárbaro, ridículo, inconsciente, um indeterminável conjunto de adjetivos
para outros. O que é certo é o facto de todos termos sofrido essa mudança, a
mudança da nossa normalidade. Em tempos de emergência devemo-nos adaptar para
não “ficar para trás”, é quando nos encontramos entre a arma e a parede que
temos a necessidade de agir da melhor forma possível. “Life is like riding a bicycle.
To keep your balance, you must keep moving”, elucida-nos Einstein com um
exemplo muito prático.
Quanto
à origem desta pandemia não sei, nem tenciono divagar, no entanto, encaro como
um ultimato da Natureza ao Homem, um esclarecimento para confirmar se merecemos
uma 2ª hipótese… agora cada um reage e responde, mostrando o seu valor, como
bem entender. Basta cumprir a responsabilidade cívica de não sair de casa e não
complicar a vida aos profissionais de saúde e autoridades, que já está a
ajudar!
Vamos todos superar isto, em
conjunto… mas lá longe!
Cumps O_Açordas!















