domingo, 26 de abril de 2020

Mudasti...


Em tempos de distanciamento social e isolamento as pessoas, que outrora viviam em sociedade, mudam. Já dizia o nosso amigo Camões: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, (…) Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.”. Com toda a sua sabedoria e experiência acumulada através de vivências por todo o lado, este profeta, farol dos portugueses em tempos de tempestade vem-nos acalmar e explicar que nem todo o mal, nem todo o bem duram para sempre (“Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades.”). Isto tudo, mais tarde ou mais cedo, irá passar e a Humanidade voltará a uma eventual normalidade, seja lá o que isso for…
                Cada um tem a sua própria definição de “normal”, o que é irónico, o que define standart e “igual para todos” é algo extremamente subjetivo. O que é “normal” para uns pode ser bárbaro, ridículo, inconsciente, um indeterminável conjunto de adjetivos para outros. O que é certo é o facto de todos termos sofrido essa mudança, a mudança da nossa normalidade. Em tempos de emergência devemo-nos adaptar para não “ficar para trás”, é quando nos encontramos entre a arma e a parede que temos a necessidade de agir da melhor forma possível. “Life is like riding a bicycle. To keep your balance, you must keep moving”, elucida-nos Einstein com um exemplo muito prático.
                Quanto à origem desta pandemia não sei, nem tenciono divagar, no entanto, encaro como um ultimato da Natureza ao Homem, um esclarecimento para confirmar se merecemos uma 2ª hipótese… agora cada um reage e responde, mostrando o seu valor, como bem entender. Basta cumprir a responsabilidade cívica de não sair de casa e não complicar a vida aos profissionais de saúde e autoridades, que já está a ajudar!
Vamos todos superar isto, em conjunto… mas lá longe!


Cumps O_Açordas!

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